Eu não sei o que sei. A verdade é uma metáfora da vida: só tem sentido quando recolhidos os detalhes. Hoje é dia de recolher detalhes. Vida pequena, quase um respiro de tão miúda, mas bela. Mas não há o que se fazer, senão esperar pela serenidade. Tenho vivido a convicção de que a sinfonia só é bela porque reúne os acordes dissonantes, maiores e menores. O resultado final é uma explosão de beleza. O todo preenchendo o espaço, cumprindo a sina de sacralizar o choro de quem chora, e o riso de quem ri. A sinfonia é triste e bela ao mesmo tempo. Não há como querer uma parte só. Hoje, neste dia em que minha pauta tem acordes tristes, recorro-me ao carinho de quem luta comigo, de quem me ama e me quer bem. Só assim é suportável viver esta passagem... Deus é o regente de tudo. Tenho certeza de que o movimento de seus braços ordenarão o despertar dos acordes serenos, momento em que prepararemos o sorriso e a alegria. A sinfonia da vida é linda, mas dói. Maturidade é o fruto a ser recolhido, cada vez que na partitura da vida, há um interlúdio de tristeza.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Uma Questão de Escolha
O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las. Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples... Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio. Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que escolhemos dizer. É simples...
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